Politica

ACJ reitera abandono à presidência partidária caso seja eleito Chefe de Estado

armandomaquengo
Ago 22, 2022

A UNITA, o maior partido na oposição em Angola, começou a campanha eleitoral a 23 de Julho, na província de Benguela, num comício onde o seu presidente, Adalberto Costa Júnior, prometeu abdicar a liderança partidária se for eleito Chefe de Estado.

Acompanhado do seu candidato a Vice-Presidente da República, Abel Chivukuvuku, o líder do partido do “Galo Negro” percorreu as principais praças eleitorais para apresentar as linhas de governação para o quinquénio 2022-2027, baseadas no manifesto eleitoral.

Comprometeu-se ao longo da caminhada junto do eleitorado que deixará a presidência do partido para ser “apenas o Presidente de todos os angolanos”, mas para isso pediu o apoio dos cidadãos com capacidade eleitoral e que tenham actualizado os dados, de modo que realize o sonho a 24 deste mês.

Adalberto Costa Júnior, que se queixou diversas vezes da cobertura da imprensa nos actos políticos da UNITA, considerou que seria interessante ocupar-se da gestão do país, pois o cargo de Presidente da República absorve poderes “extraordinários”, daí que defenda a consagração do sufrágio universal directo e secreto para esta escolha no futuro.

Na campanha, a implementação das autarquias locais, em todo o território, foi outra das promessas avançadas pelo líder do Galo Negro, que definiu como data de efectivação dentro de dois anos (2024).

O antigo representante da UNITA em Portugal, Itália e no Vaticano defendeu, ainda, em todas as localidades em que passou, nomeadamente, na Huíla, Cunene, Bié, Huambo, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico, Malanje, Cuanza-Norte, Zaire, Benguela e Cabinda, a alteração da Lei de Terras, para que elas passem a ser propriedade ancestral.

Governo Inclusivo

O presidente da UNITA rebateu e explicou as questões do manifesto eleitoral do partido, levantadas em relação às ambições do chamado Governo Inclusivo e Participativo (GIP).

O GIP, esclareceu, pretende proibir a semelhança dos símbolos nacionais da República com os dos partidos políticos.

Nesse capítulo, o “Galo Negro” entende que as similitudes das bandeiras da República de Angola e do partido MPLA “são exageradas”, além de comparar, igualmente, situação idêntica com a bandeira da UNITA e da Aliança Patriótica Nacional.

Esta força partidária pretende, segundo o manifesto eleitoral, estabelecer as línguas nacionais como oficiais do Estado angolano, em paralelo com o português.

Forças de Defesa e Segurança

No que concerne às Forças de Defesa e Segurança, o antigo presidente do Grupo Parlamentar da UNITA tranquilizou os efectivos e disse que no Governo Inclusivo e Participativo, se vencer o pleito desta quarta-feira, 24, não irá reduzir os direitos já conquistados. Pelo contrário, irá acrescê-los no sentido de dignificá-las.

De acordo com o líder do Galo Negro, prevê-se a modernização dos quartéis e a vida dos efectivos e suas famílias.

A UNITA, segundo Adalberto Costa Júnior, não tem capacidade para substituí-los, reconhecendo a pequenez “para a grande tarefa de realizar Angola”, numa alusão ao modelo de governação pretendido pelo partido. O maior partido na oposição preconiza a criação de um parque industrial de defesa e segurança, com tecnologia moderna, caso vença as eleições previstas para esta quarta-feira, 24 de Agosto.

No manifesto eleitoral da UNITA constatam, também, a introdução de um sistema de ensino militar, para a incorporação de jovens em idade escolar e maximizar o sistema de ensino superior militar, para a liderança no estudo das Engenharias, Tecnologias, Ciências da Saúde, Logística e Indústria, a nível nacional.

O “Galo Negro” preconiza elaborar um plano nacional de necessidades de suprimentos para as Forças de Defesa e Segurança, com foco nos consumos que possam ser preenchidos pela produção do país.

Este partido pretende promover e valorizar os Órgãos de Defesa e Segurança do Estado, proporcionando-lhes as melhores condições necessárias para o bem-estar dos efectivos e para o cumprimento eficaz das suas missões.

O elenco de Adalberto Costa Júnior, segundo o manifesto eleitoral 2022/-2027, prevê Forças Armadas modernas, tecnologicamente evoluídas, adaptadas à manutenção de paz e à correcta projecção de forças, nos mais variados teatros de operações, incluindo o ciberespaço.

JA