Actualidade

Angola leva sustentabilidade das áreas protegidas e o impacto dos resíduos sólidos sobre ambiente para COP27

manuelsumbo
Nov 05, 2022

Depois de constar na lista de países do mundo com maior risco de choques ecológicos, Angola leva para a COP27, projectos que visam mitigar o efeito das alterações climáticas.

Por: Manuel Sumbo

De acordo com o relatório apresentado pelo Instituto de Economia e Paz,  Angola poderá ser um dos países do mundo onde o risco de escassez de água vai subir mais até 2040 e cuja população deverá crescer 132% até 2050 — o segundo crescimento mais rápido a seguir ao Níger.

Por isso, Antes da cimeira COP27 no Egipto, o presidente executivo e fundador do IEP, Steve Killelea, disse que os países deveriam procurar “soluções sistémicas” para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, investindo na “construção de resiliência de longo prazo”, com programas de desenvolvimento que se concentrem em “microempresas que captem água e melhorem a agricultura e a manufatura de valor agregado”.

Nesta senda, Angola tem dado passos concretos para mitigar o efeito das alterações climáticas, sendo que um destes foi a Construção do Canal do Cafu, projecto que visa levar água do rio Cunene às populações das províncias do Cunene e Namibe, para mitigar os efeitos da seca nestas regiões.

Durante a COP27, Angola vai apresentar os projectos Carbono Azul, que está a ser traçado pela Associação Otchiva, com apoio da Sonangol e da Total, de Centrais Fotovoltaicas, as chamadas energias limpas, por parte dos ministérios da Energia e Águas e dos Recursos Naturais, Petróleos e Gás, bem como o de Hidrogênio Verde.

Os referidos projectos serão apresentados no Stand da Bacia do Congo, que conta ainda com o Projecto Fundo Azul.

A sustentabilidade das áreas protegidas e o impacto dos resíduos sólidos sobre o ambiente são, entre outras, questões que serão analisadas no evento.

O país será representado pela vice-presidente Esperança da Costa.