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Angola/RDC: Reabertura da fronteira satisfaz cidadãos

armandomaquengo
Jul 07, 2022

Cidadãos de Angola e da RDC manifestaram-se, terça-feira, satisfeitos com a reabertura da fronteira comum, após um período de dois anos que permaneceu encerrada, por conta da Covid-19.

Ouvidos pela ANGOP, à margem do acto de reabertura da circulação para ambos os lados, os interlocutores contaram os constrangimentos por que passaram, durante os dois anos que a fronteira esteve encerrada.

Para Manuel Garcia que reside há sete anos na sede comunal do Luvo, a reabertura da fronteira significa o retomar das trocas comerciais entre os cidadãos dos dois países que dela dependem para a sua sobrevivência.
 
“Foram dois anos de muito sofrimento e carência. Muitos negócios faliram”, lembrou.

Helena Mangitukulu, dona de um restaurante no Luvo, afirmou que o encerramento da fronteira e do mercado criou inúmeras dificuldades de ordem financeira que levarão tempo para superar.

Presente no acto, o chefe do núcleo das autoridades tradicionais do Zaire, Afonso Mendes, reconheceu que a interdição na circulação de pessoas e bens afectou muitas famílias residentes no perímetro fronteiriço que dependem do comércio transfronteiriço.

Valorizou, por isso, a decisão de Angola e da RDC em reabrir a fronteira e normalizar as trocas comerciais entre os dois países vizinhos.

O administrador municipal de Mbanza Kongo, Manuel Nsiansoki Gomes, sublinhou a necessidade de criação das condições organizativas e sanitárias no mercado a céu aberto, de modo a dignificar a actividade e os feirantes.

A comuna fronteiriça do Luvo dista a 60 quilómetros a Norte da cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire.

A província do Zaire partilha 310 quilómetros de fronteira com a RDC, sendo 120 kms de fronteira terrestre e 190 kms de fronteira fluvial, através do rio Zaire.