Saúde

ARMED diz estar atenta a entrada de medicamentos não recomendados

armandomaquengo
Mar 18, 2022

A directora da Agência de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED), Katiza Mangueira recomendou nesta sexta-feira, as instituições de saúde pública e privada, que tenham o lote dos medicamentos anti-malárico Luther-Júnior e Luther-Forte, a procederem ao inventário e devolução do produto ao fornecedor ou importador por apresentar problemas na sua dissolução e inobservância de boas práticas de fabrico.

O apelo, segundo a Angop, surge na sequência da proibição da importação, comercialização, distribuição e consumo dos medicamentos.

A responsável, que falava em conferência de imprensa para esclarecer a proibição da venda e o consumo do medicamento anti-malárico Luther-Júnior e Luther-Forte, sublinhou que o medicamento pode causar efeitos colaterais as pessoas como alergias, dores de cabeça fortes e aceleração cardíaca.

O medicamento em causa faz parte do lote AAN21002A, fabricado a 02/2021 e prazo de validade 01/2023, por Biomatrix Heathcare Pvt Ltd India, importado pela empresa Única Farma Lda, contém artemeter 20mg/Lumefantrina 120mg, 106 comprimidos dispersíveis.

Segundo a directora, os medicamentos não cumpriram o tempo necessário para dissolução do mesmo (30 minutos no máximo e 10 no mínimo).

“Graças aos laboratórios para avaliação dos medicamentos que chegam ao país foi detectado a tempo os medicamentos”, salientou.

Conforme a directora, a ARMED está atenta e tem frustrado a tentativa ilegal de entrada de medicamentos não autorizados em Angola.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED) é  a entidade responsável pelas acções de regulação, regulamentação, licenciamento e fiscalização no domínio dos medicamentos de uso humano e tecnologias da saúde.

A entidade representa um reforço dos sistemas reguladores e visa adequar a legislação farmacêutica nacional à Lei Modelo da União Africana sobre a Regulação dos Produtos Farmacêuticos, aprovada em Janeiro de 2016.