Saúde

Bié regista aumento “escandaloso” de casos de HIV/Sida

joaquimjose
Jul 24, 2023

A província do Bié, centro de Angola, registou mil duzentos e sessenta e três novos casos do HIV/Sida, entre Janeiro e Junho deste ano, contra mil 37 do igual período anterior, segundo dados divulgados hoje, pelo chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo das Grandes Endemias.

Os novos casos foram registados nos municípios do Cuito, com 20 mil 632 pessoas, Catabola (2.419), Chinguar(3.891), Andulo (10.355), Camacupa (6.603), Cuemba (441), Cunhimga (2.558), Nharêa (805) e Chitembo (2.499), de acordo com a Angop.

Dos pacientes, 53 são crianças (mais 32), 313 gestantes (mais 16) e 897 adultos (mais 178)”, disse o chefe do Departamento de Saúde Pública e Controlo das Grandes Endemias no Bié, Isaías Cambissa à Angop.

Segundo Isaías Cambissa, “os positivos resultam das 50 mil 263 pessoas testadas, contra 40 mil 729 do igual período anterior, sendo que mil 582 são crianças, 25 mil 561 gestantes e 23 mil 120 adultos”, e que “foram registados 17 óbitos, contra 38 anteriores, sendo 16 adultos e uma criança”. As mortes ocorreram nos municípios do Cuito (10), Andulo (três), Camacupa e Nharêa, com duas cada.

O responsável alertou à importância das pessoas valorizarem as normas de prevenção da doença, mormente uso correcto do preservativo, abstinência, evitar a utilização de material cortante não esterilizado e outras.

Com a finalidade de reduzir o impacto do HIV/Sida na região, o sector da saúde e parceiros sociais desenvolvem acções de esclarecimento sobre as formas de transmissão, prevenção e aconselhamento nas famílias para combate ao estigma aos portadores da doença.

O Bié tem aproximadamente 180 Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntária (CATV) existentes nas unidades hospitalares da província.

O sector da saúde conta com apoios da Cruz Vermelha de Angola (CVA), Organização juvenil do MPLA (JMPLA), ONG checa “People in Need”, instituições religiosas e outras na luta contra esta doença.

Com aproximadamente dois milhões de habitantes, o Bié controla 190 instituições sanitárias, com quatro mil 749 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar.