Desporto

CHAN’2023: Angola vence Ilhas Maurícias em primeira eliminatória

joaquimjose
Jul 25, 2022

Angola começou da melhor forma a corrida ao CHAN’2023, ao vencer, sábado, em Port Louis, as Ilhas Maurícias, por 2-0, em jogo da primeira-mão da primeira eliminatória qualificativa. O resultado expressa, claramente, a superioridade evidenciada pelo combinado angolano, que cria, assim, um ambiente favorável para o confronto da segunda-mão em Luanda.

Os comandados de Pedro Gonçalves, mais não fizeram senão aplicar, em rigor, aquilo que assimilaram ao longo da preparação que tiveram para este compromisso. De resto, a equipa entrou para o campo desinibida, fazendo um jogo solto, e com um à-vontade que, na certa, causou algum incómodo ao adversário.

O primeiro sinal de golo aconteceu aos seis minutos, com Lépua a forçar o guarda-redes adversário a uma defesa apertada. Estava dado o aviso de que as coisas não seriam fáceis para os donos da casa, apesar de contarem com uma boa falange de adeptos, que não parava de soltar vozes em apoio à sua equipa.

Os Palancas continuaram a exercer pressão sobre o reduto adversário, expressando necessidade de resolver as coisas quanto antes, e depois fazer a gestão do tempo e do resultado com maior inteligência e calculismo. Foi neste entretanto que aos 13 minutos chegava ao primeiro golo, com Tó Carneiro a cobrar um livre directo com fita métrica, marcando um golo de acabado artifício.

O que para os maurícios parecia ser um mero atrevimento dos angolanos, com desejo de mostrar o seu poder de força a começar, passou a ser um aviso sério. Chamados a correr atrás do prejuízo não obtinham sucesso, porque a defesa dos Palancas montada com Razão, Danilson, Kinito e Tó Carneiro estava certeira na neutralização das suas acções ofensivas.

Angola revelava-se um conjunto mais eficaz, que tanto saía bem a atacar como defendia com clara segurança. Ainda assim, tomados por algum inconformismo, os locais faziam tudo mais alguma coisa, na procura do golo da igualdade, mas de balde. A primeira vez que tentaram importunar Neblú, foi aos 28 minutos, na sequência de um remate fora de área, mas defendido com mestria.

Galvanizados com o resultado e, talvez, também, com a hegemonia que detinham no jogo, os Palancas prosseguiram a caça ao segundo golo. Aos 36 minutos por pouco Julinho conseguiu, num disparo que o guarda-redes contrário não conseguiu segurar, escapando para canto.

Na etapa complementar, precisamente aos 65 minutos, os Palancas viram-se reduzidos a dez unidades, na sequência da expulsão de Danilson, por acumulação de amarelos. Mas a equipa não perdeu o fulgor atacante. Pois, Pedro Gonçalves tratou de fazer uma ligeira alteração no esquema de jogo, de modo a contrariar a tendência do adversário, em vantagem numérica

As Maurícias tiveram poucas jogadas com fogo ofensivo para chegar à igualdade, embora tenham tentado em algumas ocasiões isoladas. Aliás, aos 61´e 62´, Angola teve ocasião de elevar o marcador, quando Megue viu o guarda-redes a defender o seu remate, e na insistência a cabecear para a barra transversal.

O segundo golo de Angola, aos 65 minutos, resultou de um auto-golo da central Balisson, que na tentativa de fazer um passe com o peito ao guarda-redes, após um cruzamento de Megue, foi infeliz. Nada mau para o começo. O jogo da segunda -mão acontece no dia 30 do corrente, no Estádio 11 de Novembro.