Economia

Corredor do Lobito atrai empresários da Zâmbia, Malawi e Tanzânia, diz embaixador

joaquimjose
Dez 06, 2023

O embaixador de Angola na Zâmbia, Albino Malungo, informou, esta quarta-feira, que os empresários da Zâmbia, do Malawi e da Tanzânia estão “fortemente” interessados na utilização do Corredor do Lobito, como porta para a promoção do comércio internacional.

Albino Malungo considerou, em declarações à imprensa angolana, à margem da II Reunião de Cooperação Regional e Intercâmbio Cultural entre as administrações provinciais do Noroeste da Zâmbia e do Moxico-Angola, que a um “enorme” interesse de investidores para utilizar essa rota que vai ligar o oceano Atlântico ao Índico.

“No quadro da diplomacia económica, tem se desenvolvido um trabalho para se dar a conhecer a importância estratégica do Corredor do Lobito na facilitação das transações comerciais internacional”, disse o embaixador angolano na Zâmbia, citado pela Angop.

O diplomata informou que tem mantido um diálogo claro com os empresários da Zâmbia, e até de angolanos, dado o facto de que o Corretor do Lobito vai fazer de Angola um “país mais internacional”, pois, por essa via os produtos chegarão até ao Índico por ser um dos eixos próximos.

“É um tema principal e que é mais solicitado ao embaixador”, disse, a propósito das solicitações e interesse que vai receber dos empresários da Zâmbia, Tanzânia, Malawi, sobre o Corredor de Lobito.

O Corredor do Lobito, caracterizado pelo Caminho de ferro de Benguela (CFB), além do Porto do Lobito, liga o sul da República Democrática do Congo e o noroeste da Zâmbia aos mercados comerciais regionais e globais através do Porto do Lobito, em Angola, estendendo-se, por quase 1.300 km passando pelas províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.

Do Moxixo, que alberga a última estação, a via férrea do Corredor do Lobito continua depois por 400 km na República Democrática do Congo até Solwezi, o coração do Copperbelt, na Zâmbia, estando igualmente ligado à extensa rede ferroviária administrada pela Sociedade Ferroviária Nacional do Congo (SNCC), que liga a cidade da Beira e dar-Salaam, na Tanzânia, e África do Sul.

A reconstrução das infraestruturas de transporte tem sido a principal prioridade do governo de Angola para acelerar o desenvolvimento do país e propiciar condições dignas à população.