Cultura

Domingos de Barros lança livro de memórias com editora portuguesa Imagens e Letras

joaquimjose
Set 21, 2022

O escritor e jurista Domingos Fernandes de Barros Neto lança manhã em Luanda a obra literária que se intitula “Memórias – num diário fragmentado”, sob a chancela da generalista editora portuguesa Imagens e Letras, a venda e a circulação, em Angola, será feira pela Editora Kalunga. 

A quadrilogia, que se intitula ‘Memórias – num diário fragmentado’, “não traz uma sequência rigorosa do tempo. Por exemplo, aponta, entre 1972 a 1974 instala-se um vazio. Apesar de ter mantido, nestes anos, a prática de escrever as suas ocorrências, as circunstâncias da época, que o obrigavam a uma necessidade de mobilidade permanente devido à agitação do contexto, contaram a seu desfavor”, explica o autor da obra, em entrevista ao Jornal de Cultura.

‘Memórias – num diário fragmentado’, será lançada, às 17h00, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.  A apresentação crítica caberá ao poeta José Luís Mendonça.

O autor classifica a obra como um diário de memórias, que traz o pensamento fiel do que reflectiu diante das peripécias do tempo, desde situações e épocas marcantes da história política e social do país a menções sobre momentos curiosos com figuras como Elias dya Kimuezu e Joana Maluca.

Nascido no Cuanza-Norte, em 1945, Domingos Fernandes de Barros Neto viveu a sua infância no Dondo (Cambambe), e em Luanda. Formou-se em filosofia na Itália e em Angola, após a independência, concluiu o curso de Direito, na Universidade Agostinho Neto. Prestou as suas actividades como professor, no ensino liceal em Angola (Luanda, Bailundo, Huambo, Saurimo e Dundo).

Tem várias obras publicadas, nomeadamente “U’Lungu” (poesia), “Terra Nova” (poesia), “Sinfonias”, “Sombras do Passado” (ensaio) e o romance “N’ Zaji – O Último Contratado”.

Quanto ao mais recente livro ‘Memórias – num diário fragmentado’, traz à luz as suas memorias, repartidas em quatro volumes. Os dois primeiros volumes ocupam-se em reportar os anos de 1971 e 1972. O terceiro traz apontamento do ano 1974 e o quarto, e último, desdobra-se entre os anos 1977 a 1979.