Economia

Economista Carlos Rosado defende digitalização na banca angolana para reduzir custos e aumentar os serviços

armandomaquengo
Dez 07, 2023

A digitalização é o caminho a que ninguém pode fugir. Nós temos uma taxa de bancarização muito baixa que corresponde a 32,3 %, o que significa que menos de u adulto a cada três tem conta bancária e isto é um problema. E justamente a digitalização pode contribuir para aumentar o nível de inclusão financeira.


Por: Armando Maquengo
De acordo o economista e docente angolano, Carlos Rosado de Carvalho, que durante o evento sobre as novas tecnologias na banca falou da Globalização e Dinâmica de Mercado, se assim acontecer, há uma séria de dinheiro de recursos que estão fora do sistema bancário que podem entrar e contribuir para alavancar a economia.

“As questões de segurança são de facto muito importantes. Os sistemas são muito seguros, visto que com a digitalização a segurança vai aumentar”, defendeu Rosado.

Se calhar é mais fácil nos identificarmos através dum critério qualquer digital do que com o bilhete de identidade que também pode ser falsificado. Precsiamos ajudar as pessoas e educá-los no sentido de que os códigos bancários são individuais não podendo ser partilhados com mais ninguém. Se seguirmos essas práticas não vamos ter problemas.

“Naturalmente, não existe nada 100% seguro. Há sempre um campo para a fraude mas a digitalização é o caminho e espero que contribua em Angola para aumentar o nível de inclusão financeira e que os bancos possam seguir esse caminho que é sobretudo inevitável”, apontou.

Relativamente às mudanças que devem necessariamente ocorrer no sistema bancário nacional junto das populações, Rosado referiu que há uma parte de educação financeira muito importante, concretamente os níveis de literacia que são muito baixos, quer do ponto de vista financeiro ou de outra natureza que precisa de intervenção educativa.

Segundo Carlos Rosado, a digitalização permite reduzir custos, fazendo com que os bancos não necessitem de estar sempre presente nas ruas e em todos os sítios, pois a digitalização permite o acesso remoto como se os clientes estivessem nas agências bancárias. “Isso vai permitir reduzir os custos e aumentar os serviços que concedem aos clientes”.

Apelou, por outra, que é preciso compreender que a digitalização não é apenas a tecnologia ou máquinas mas também as pessoas e os processos e, há uma toda necessidade de se usar a informação que vem desta mesma digitalização.

“O nosso nível de crédito é muito baixo e com a digitalização os bancos vão conhecer melhor as pessoas e vai ser mais fácil as pessoas acederem ao crédito, um elemento fundamental para o desenvolvimento de uma economia”, defendeu.