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Encarregados reclamam dos preços da compra do material escolar

armandomaquengo
Set 03, 2022

Pais que têm crianças no ensino primário gastam até 40 mil kwanzas na aquisição de material escolar nos supermercados, valor que sobe para 60 mil kwanzas, no caso do primeiro ciclo do Ensino Secundário.

No mercado informal, os custos são mais reduzidos, podendo o material custar até dez mil kwanzas, em que os livros não estão incluídos nestas contas.

Numa ronda efectuada pelo Jornal de Angola, nos principais supermercados da capital do país e mercados informais, para comparar os preços do material didáctico dos estudantes do ensino primário até ao primeiro ciclo, verificou-se que a disparidade entre o mercado formal e informal é enorme.

Os dados indicam que alunos da iniciação até à 4ª classe, com cinco disciplinas, e da 5ª e 6ª classe, com oito cadeiras, precisam de gastar quase seis mil kwanzas no primeiro caso e 12 mil no segundo, só para adquirir cadernos.

Na lista deste material não estão adicionados nem o pacote de lápis, de  lapiseiras, afia lápis, borracha, nem do volume de lápis de cor, régua e mochila, em que o encarregado de educação tem de desembolsar, no mínimo, 35 mil, no primeiro caso, e 36.500 mil kwanzas, no segundo.

Não estão, igualmente, reflectidos nesses valores os custos com materiais que, em alguns casos, são indispensáveis, como o são a bata ou uniforme, a mochila escolar ou a cadeira e o estojo para o desenho. Este material pode custar até 35 mil kwanzas.

No supermercado Kero, na Cidade do Kilamba, por exemplo, a bata custa 3.500 kwanzas e a mochila está fixado em 28 mil kwanzas. No Kibabo, a régua de 30 centímetros custa 2.500, muito acima dos 1.200 no Candando e Shoprite. Um estojo para desenho custa 3.500 kwanzas.