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EUA: Proibição do aborto colocaria em risco saúde das mulheres

armandomaquengo
Set 23, 2022

 A Casa Branca e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas alertaram hoje que um projecto-lei dos republicanos para proibir o aborto em todo o país, após as 15 semanas de gestação, colocaria em risco a saúde das mulheres dos Estados Unidos, noticiou Angop.

Também traria graves consequências para os médicos, avisam as entidades.

“Se aprovado e promulgado, este projecto-lei criaria uma crise de saúde nacional, colocando em risco a saúde e a vida das mulheres em todos os 50 estados”, segundo uma análise preliminar da presidente do Conselho de Política de Género da Casa Branca, Jennifer Klein.

A Casa Branca adiantou que a proposta republicana pode ter um efeito assustador, com médicos a recusarem-se a cuidar de pacientes.

“Isso transformaria a prática da medicina, abrindo a porta para os médicos serem detidos se cumprirem o seu dever de cuidar dos pacientes, segundo o seu melhor diagnóstico”, refere o estudo.

Os médicos correm o risco de enfrentar acusações criminais por realizar um aborto para proteger saúde da grávida, oferecer assistência ao aborto espontâneo, fornecer um aborto a uma mulher cujo bebé não tem hipóteses de sobrevivência ou tratar uma vítima de violação sexual que não preenche totalmente os requisitos de notificação.

A proposta apresentada na semana passada pelo senador republicano Lindsey Graham, sugere uma proibição nacional que permitiria raras excepções.

No entanto, a moção não tem oportunidade de se tornar lei no Congresso dos Estados Unidos, por ser controlada pelos democratas, que vêem o texto como um sinal de alarme para as eleições intercalares de Novembro.

A assembleia Americana de Obstetras e Ginecologistas, uma organização sem fins lucrativos que representa mais de 60.000 médicos em todo o país, enviou uma carta à Casa Branca na quinta-feira a descrever as suas preocupações sobre a proposta dos republicanos.

O grupo discordou do “limite arbitrário de idade gestacional”, porque “não é baseado em ciência e evidências médicas”, e “interferiria drasticamente na capacidade dos pacientes de receber atendimento médico apropriado, incluindo atendimento pré-natal, controlo de aborto espontâneo e assistência ao aborto”.