Politica

FAA coloca exército em prontidão combativa para “evitar incidentes” após eleições

armandomaquengo
Set 05, 2022

As Forças Armadas Angolanas estão desde domingo, 04, até 20 de setembro em “estado de prontidão combativa elevada” para evitar incidentes e “proporcionar a manutenção da defesa e segurança” após as eleições, sobretudo na província de Luanda.

Segundo o despacho datado de 03 de setembro e assinado pelo chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Egídio de Sousa Santos, todas as unidades, estabelecimentos e órgãos das FAA passam ao grau de prontidão combativa elevada para evitar incidentes que “ perturbem a ordem e tranquilidade públicas”.

Neste período serão reforçadas as medidas de segurança dos principais objectivos económicos e estratégicos e das instituições do Estado, controlo do movimento de colunas militares e restrições na saída de aeronaves militares, assim como será igualmente reforçado o serviço de guarda e guarnição e “elevado a rigor” a implementação das medidas de controlo do armamento e munições.

O documento indica também que a polícia militar, em cooperação com a polícia nacional, deve intensificar o patrulhamento auto e apeado nos centros urbanos e suburbanos, visando a recolha do pessoal e viaturas militares que contrariem as disposições contidas no despacho.

O Tribunal Constitucional deverá tomar decisões nos próximos dias sobre o contencioso eleitoral face aos requerimentos apresentados pela UNITA e pela CASA CE, partidos da oposição angolana que não reconhecem os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral, antecedendo a tomada de posse.

Na passada segunda-feira, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana anunciou os resultados finais que deram uma vitória, com maioria absoluta, ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com 51,17% dos votos, contra os 43,95% da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

Entretanto, neste domingo, 04 de Setembro, os presidentes dos dois principais partidos políticos abordaram a questão nas suas contas das redes sociais.

João Lourenço, presidente do MPLA e que se candidatou a um novo mandato como presidente de Angola, afirmou que o partido saiu à rua “para comemorar a vitória do penta” (o MPLA venceu as cinco eleições gerais realizadas em Angola), mas que aguarda “serenamente pela decisão do Tribunal Constitucional”.

“Depois vamos organizar a segunda festa, a cerimónia de investidura e os atos que se seguem. Angolanos, estamos juntos”, escreveu na sua conta na rede social Twitter.

Antes, já o seu adversário e presidente da UNITA, maior partido da oposição angolana, tinha usado a mesma rede para falar do assunto.

Adalberto da Costa Júnior disse esperar que o Tribunal Constitucional (TC) aceite a providência cautelar que o partido interpôs “para que a verdade dos votos prevaleça e mostre ao povo angolano que o MPLA não ganhou as eleições”.

Lusa/ Redacção