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Famílias africanas têm apenas 1,3% da riqueza mundial

manuelsumbo
Set 23, 2022

O Relatório Global da Riqueza do Instituto de Pesquisa do Credit Suisse revela que as famílias do continente africano têm 1,3 por cento da riqueza mundial.

Os EUA são o país com mais novos milionários, seguido da China e do Canadá, de acordo com o relatório do Credit Suisse. Em sentido inverso, a lista é liderada pelo Japão, que perdeu 395 milionários. Itália tem menos 135 milionários e a Alemanha menos 58. Tendência de crescimento da fortuna e da concentração mantém-se até 2026. Famílias africanas têm 1,3% da riqueza global, mas tiveram o quinto maior crescimento em 2021.

A riqueza no mundo atingiu os 463,6 biliões USD, no final de 2021, um crescimento de 9,8% em relação ao ano de 2020 e muito acima da média de crescimento anual de 6,6% deste início do século, revela o Relatório Global da Riqueza do Instituto de Pesquisa do Credit Suisse, um grupo de reflexão do banco suíço, que analisa a riqueza das famílias desde a crise financeira de 2008.

O relatório revela uma maior concentração do dinheiro após a pandemia, com 45,6% da riqueza nas mãos do 1% de pessoas mais ricas, ou seja 1,7% mais concentrada do que em 2019, o que veio aumentar as desigualdades.

As famílias africanas, com 5,8 biliões USD, detêm 1,3% da riqueza global, o que traduz um crescimento de 7,7%, a quinta maior subida entre regiões, acima da Ásia-Pacífico e da Europa. “A riqueza por adulto aumentou 8,4% para 87.489 USD” e a riqueza global agregada cresceu em 12,7% em 2021, “a taxa anual mais rápida jamais registada”, conclui a análise do banco suíço referente a 2021. Um ano “bom para as finanças”, como frisou Anthony Shorrocks, na apresentação do relatório, apontando o aumento das acções, a um ritmo mais alto do que em anos anteriores, e a descida das taxas de juros dos bancos centrais como principais razões para o incremento da riqueza.

Segundo Nannette Hechler-Fayd”herbe, responsável de análises do Credit Suisse, ainda “é muito cedo” para determinar o impacto da guerra na Ucrânia, da inflação e dos problemas nas cadeias de abastecimento globais, factores que “podem levar a uma reversão da tendência” verificada em 2021.