Politica

Fátima Jardim aponta que “mulheres garantem 70%” na produção agrícola em solo nacional

joaquimjose
Out 14, 2022

A Embaixadora de Angola em Itália, Fátima Jardim, sublinhou que “as mulheres garantem 70% da produção de alimentos consumidos pela família e comunidades e nas zonas rurais” em solo nacional, na 50.ª Sessão do Comité Mundial da Segurança Alimentar e Nutricional.

Fátima Jardim, participou na 50.ª Sessão do Comité Mundial da Segurança Alimentar e Nutricional, que decorreu de 10 a 13 de Outubro, sob o lema: “Fazer a diferença na Segurança alimentar e na Nutricional”, apontando sobre contributo das mulheres na produção agrícola em solo nacional.

O papel das mulheres angolanas é marcado pelas responsabilidades na educação dos filhos e na gestão das tarefas familiares, sendo por isso necessário, garantir a autonomia financeira e uma estrutura social sustentável, para melhorar as suas competências e reduzir a fome e a pobreza no país”, de acordo com uma nota enviada ao Jornal de Angola.

A Embaixadora de Angola em Itália, defendeu que Angola propõe-se a fortalecer as estruturas nacionais, com programas de integração económica e social produtiva, dialogar e interagir para melhorar o planeamento e a interacção entre os governos e todos actores, reduzir a pobreza nas famílias através do empoderamento das populações, da promoção do associativismo, microempresas e do sector cooperativo, promover investimentos agrícolas e infraestruturas para sistemas alimentares e cadeia de valor, bem como na promoção de acções para reduzir o comércio informal nas áreas rurais e produtivas e na promoção do emprego de jovens e mulheres.

Por outro lado, a Fátima Jardim agradeceu o apoio que a FAO, PAM e instituições financeiras como o Banco Mundial estão a prestar a Angola, e que contribuirá para o ajustamento e estabilidade económico-social que o nosso país procura.

O relatório do Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2022 estima que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afectadas pela fome em 2021. O número cresceu cerca de 150 milhões desde o eclodir da pandemia COVID-19 – com mais 103 milhões de pessoas entre 2019 e 2020, e mais 46 milhões em 2021.