Actualidade

Greve dos professores inicia a partir de quarta-feira

joaquimjose
Nov 21, 2022

Os Professores e Trabalhadores do Ensino não-Universitário iniciam uma greve em todo país na quarta-feira, que surge em consequências dos atrasos na actualização dos salários dos funcionários que pode ser estendida até princípio de Dezembro, anunciou o presidente do Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino não-Universitário.

Decretou, no Dundo, província da Lunda-Norte, o presidente do Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino não-Universitário (SINPTENU), Rafael Bonito que disse, que a greve é uma recomendação da Assembleia-geral de Trabalhadores, realizada no último sábado de acordo com informações veiculadas hoje pelo Jornal de Angola.

O líder sindical explicou que a decisão de paralisação é, igualmente, relacionada ao facto de não se registar, até ao momento, sinais de vontade do Ministério da Educação em dar solução às reivindicações constantes do caderno reivindicativo, apresentado em Fevereiro do ano passado.

“Não se justifica que um professor, seja qual for o seu nível académico, esteja a ganhar 69 mil kwanzas, numa altura em que o máximo da tabela estipulada figura em 300 mil”, justificou, para adiantar que o SINPTENU propõe um salário entre os 400 mil e um milhão de kwanzas para os trabalhadores nas categorias de 13.º e 1.º graus, respectivamente.

O presidente da SINPTENU, esclareceu que na proposta para o pessoal técnico, apresentada ao Ministério da Educação, os salários devem estar estipulados de 200 a 300 mil kwanzas.

No caderno reivindicativo, o SINPTENU defende que, para o pessoal não técnico, nomeadamente operários qualificados de segunda, propõe-se a atribuição de um ordenado de 120 mil e de 100 mil kwanzas para os auxiliares de limpeza.

Os professores reivindicam, igualmente, questões como a redução dos descontos do Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT) para o máximo de 7%, incremento de subsídios de transporte, isolamento de deslocação e a criação de condições de trabalho, principalmente na acomodação dos profissionais nas localidades longínquas.

De acordo com Rafael Bonito, constam do caderno reivindicativo 14 pontos, três dos quais considerados essenciais, mormente à valorização do tempo de serviço, atualização dos graus dos professores de acordo com uma nova tabela salarial e   promoção de categorias em função do tempo de trabalho.