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Grupo Elinga inaugura amanhã 7ª edição do Circuito Internacional de Teatro

joaquimjose
Jul 06, 2022

O espectáculo dramático “Amêsa ou a Canção do Desespero”, do grupo Elinga Teatro, foi o escolhido para abrir, amanhã, às 19h00, a sétima edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que este ano tem como palco de exibição das peças em Luanda, o Teatro Elinga, na Baixa da capital do país, adiantou o Jornal de Angola.

De autoria do dramaturgo José Mena Abrantes, a peça, que estreou em Março do ano passado, na Casa das Artes, no Talatona, é um espectáculo de teatro montado para duas actrizes, no qual se revela a dualidade da condição humana e a oscilação entre o optimismo e o pessimismo no processo que levou a luta de libertação anti-colonial ao conturbado período imediatamente antes e depois da Independência Nacional.

No dia seguinte, à mesma hora e local, entra em cena o grupo Maxossi Teatro com a exibição da peça “O Herói Inesquecível”.  No sábado, será a vez do grupo dos estudantes do Complexo das Escolas de Arte (Cearte) subir ao palco do Teatro Elinga para apresentar o espectáculo “O Fim do Humanismo”.

Nesta edição, o projecto “Cultura para Todos”, organizador do CIT, associou o festival às comemorações do centenário do Fundador da Nação, que se assinalam a 17 de Setembro.

Em declarações, ontem ao Jornal de Angola, o director-geral do festival, Adérito Rodrigues “BI”, disse que uma das grandes expectativas é poder concretizar toda a programação.

Desde o arranque do festival em Maio com as oficinas, Adérito Rodrigues “BI” destacou a participação de mais de uma centena de actores nas formações sobre técnicas de encenação. Disse que este ano o CIT tem uma programação muito recheada com a participação e exibição, até Setembro de quarta-feira a sábado, pontualmente, às 19h00, no Teatro Elinga, de dezenas de grupos e espectáculos dramáticos, para assinalar o centenário do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto.

O grupo Girassol de Moçambique, explicou, vai participar no festival com uma peça de adultos, enquanto o grupo “Nós do Asfalto” do Brasil vamos participar com duas peças infantis. Na gala de abertura oficial do CIT, realizada na passada quinta-feira, no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), em Luanda, foi feita uma homenagem ao Fundador da Nação com a exibição de um documentário sobre a vida e obra de António Agostinho Neto.

A gala oficial contou com a participação do cantor Emanuel Mendes, do projecto Atelier D’Artes Lucengomono, que ajudou a montar um musical com os poemas de Agostinho Neto, com a encenação de vários actores, que se apresentaram com as vestes semelhantes àquelas que o homenageado mais usava nas aparições públicas.

A gala foi, igualmente, testemunhada pelo secretário permanente para a Comissão Nacional de Angola para a UNESCO, Alexandre Costa. A organização, segundo Adérito Rodrigues prevê a realização de 43 espectáculos em Luanda, 42 na Huíla e 15 no Bengo.

A sétima edição, adiantou, conta com algumas inovações e reestruturação. Este ano, o CIT arrancou com a realização de oficinas de teatro entre os meses de Maio e Junho. Neste período foram reservados para a realização de palestras e oficinas práticas de direcção cénica e actuação, marketing cultural, produção teatral e caracterização.

Os cursos foram ministrados pelos professores de Arte José Teixeira “Chetas”, Adilson Vunje, Tony Frampênio e Fernando Quissola, aos sábados, no Teatro Elinga.

Adérito Rodrigues explicou que as oficinas tiveram a participação de mais de 140 actores, o que foi além das expectativas da organização do festival. “Isso mostra o grande interesse e a paixão dos artistas na superação e aprofundamento dos conhecimentos sobre as artes cénicas”, destacou.

Os grupos têm a liberdade de apresentarem peças inéditas, preferencialmente aquelas que abordam a vida e obra de Agostinho Neto e outras já exibidas. A ideia, disse, é nesta edição distinguir 16 categorias, das quais a comissão de avaliação privilegiará as estreias sobre o centenário de Agostinho Neto.