Cultura

Huíla acolhe o primeiro Centro de Artes público denominado “Oluvango”

joaquimjose
Jun 24, 2022

A província da Huíla conta desde hoje, sexta-feira, com o seu primeiro Centro de Artes público, denominado “Oluvango”, destinado à formação técnico-profissional de adolescentes e jovens no capítulo da música, pintura, dança, teatro e artesanato, financiado pelo Governo local.

Trata-se do primeiro empreendimento cultural na história da urbe, inaugurado pelo governador provincial, Nuno Mahapi, com objectivo de formar os futuros artistas que irão contribuir para o desenvolvimento do país, através da arte e cultura.

O respectivo centro está dividido em dois blocos, sendo o primeiro virado à formação na área da música e teatro e o segundo para as artes plásticas.

O objectivo é ajudar a aprimorar as técnicas de expressão corporal, facial, de movimentos simétricos e assimétricos, formando artistas capazes de desenvolver a cultura e a arte na província da Huíla.

Ambos funcionarão em dois turnos e têm a capacidade de albergar 30 formandos. Numa primeira fase vai atender cem candidatos, já inscritos, 54 dos quais para a música os restantes teatro e dança, com o auxílio de 60 professores nacionais.

Falando à ANGOP, a margem da inauguração, o director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Osvaldo Lunda, disse que a criação do centro é uma mais-valia, pois vai ocupar o grupo-alvo com formação técnica e profissional.

Anunciou a intenção de transformar o Centro em regional, ainda este ano, para atender, também, as províncias vizinhas do Namibe, Cunene e Cuando Cubango.

O governador da Huíla, Nuno Mahapi, sublinhou que é o começo de um processo que quer colocar a província no mais alto pedestal das mais variadas manifestações culturais do país, por meio das artes e cultura.

Sublinhou que é uma iniciativa que deve ser levada a outros bairros e municípios, na perspectiva de “descobrir os grandes talentos existentes”.

A província da Huíla tem controlados mais de 200 artistas amadores e profissionais e 150 bailarinos, dos grupos tradicionais folclóricos e modernas provenientes de 25 grupos de dança.