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Inundações provocam mais 29 mortos no Sudão

joaquimjose
Set 19, 2022

As inundações no Sudão mataram, pelo menos, 29 pessoas, a semana passada, anunciaram, sábado, as autoridades, elevando para 134 o número oficial de mortos desde o início da estação chuvosa, em Maio, noticiou a EFE.

O gabinete do general, Abdul-Jalil Abdul-Rahim, líder do Conselho Nacional de Defesa Civil do Sudão, disse que mais 120 pessoas ficaram feridas nas inundações da semana passada.

Chuvas torrenciais ao longo de Agosto e início de Setembro – o pico da estação chuvosa do Sudão – destruíram estradas, casas e infra-estruturas vitais em todo o país, cortando linhas de abastecimento para áreas rurais que precisam de ajuda humanitária.

De acordo com o último relatório das Nações Unidas, cerca de 286.400 pessoas foram afectadas pelas enchentes e 16.900 casas foram destruídas. O conselho de defesa civil disse que as mortes deste ano incluem 74 pessoas que se afogaram, 32 que morreram quando as suas casas desabaram e seis que foram vítimas em electrocussões relacionadas com a água. As zonas rurais do Leste e Oeste do país foram as mais afectadas pelas chuvas deste ano.

Na quarta-feira, a agência de notícias sudanesa, SUNA, informou que uma fábrica de açúcar recém-construída, perto da cidade oriental de Kassala, desabou sob fortes chuvas.

Em 2020, inundações e fortes chuvas mataram cerca de 100 pessoas e danificaram mais de 100 mil casas.

O mau tempo tem-se agravado não só no Sudão como também nos países vizinhos, aumentando o número de deslocados e de pessoas com necessidade de ajuda alimentar urgente. As organizações internacionais, por seu lado, atravessam enormes dificuldades em cumprir a sua missão devido a várias contingências, entre as quais a situação de instabilidade na Ucrânia que dificulta a distribuição e o abastecimento de grãos a África.

Como se tudo isto não bastasse, o agravamento da situação militar na vizinha Etiópia constitui outro contratempo que os sudaneses terão que ultrapassar, pois é previsível o aumento do fluxo de refugiados provenientes da região de Tigray, o que aumentará substancialmente os problemas das organizações de ajuda alimentar.