Economia

Investidores não residentes transaccionam 9,5 milhões USD no 1º trimestre

armandomaquengo
Jul 09, 2022

A operação aprovada pela CMC foi intermediada pelo banco Standard Bank Angola no valor de 4,5 mil milhões Kz equivalente a 9,5 milhões USD (ao câmbio de Março, data da publicação).

A Presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Maria Uini Baptista, declarou, quinta-feira, que no primeiro trimestre de 2022 registou-se a realização de um investimento em carteira para compra de títulos de dívida pública avaliada em 9,5 milhões USD intermediada por um banco angolano (sem especificar o nome) a favor de um investidor não residente.

Segundo pesquisa do Mercado, a operação aprovada pela CMC foi intermediada pelo banco Standard Bank Angola no valor de 4,5 mil milhões Kz equivalente a 9,5 milhões USD (ao câmbio de Março, data da publicação).

De acordo com Maria Uini Baptista, que discursava no Workshop sobre “Os desafios do Investimentos por Não Residentes Cambiais, no Mercado de Capitais” considerou oportuno o aumento do investimento estrangeiro para trazer o aporte de capital e o aumento de liquidez nos mercados para onde forem direccionados.

Maria Uini Baptista disse que a participação activa dos investidores estrangeiros no mercado financeiro angolano promove um conjunto de exigências que implicam a melhoria do nível da performance das instituições, a sofisticação, agilidade e adopção de modelos melhorados de governação corporativa, visando o aumento de competitividade, eficiência e resiliência nas empresas.

“Hoje já temos fundo de capital de risco, fundos imobiliários e outros fundos funcionais (…) e é necessária a participação de investimentos estrangeiros para complementar a poupança interna”, explicou.

A PCA afirmou que foram implementadas reformas, com destaque na abertura de contas de capital para simplificação de processos, eliminação da necessidade de licenciamento de investimentos em títulos da dívida pública e de exportação de capital (desinvestimento, reembolso e rendimentos).

Para o administrador executivo da Comissão de Mercado de Capitais, Emílio Londa, ainda há um défice dos investidores externos e num mundo globalizado. Na óptica de Emílio Londa, os fluxos financeiros são muito importantes, pois é necessário investidores para garantir a cobertura de gafes pontuais.

“Temos empresas que já têm intenção de emitir dívidas e acções. A perspectiva é ter em seis meses ou em um ano, mais empresas com ofertas de investimento’’, concluiu.