Politica

Adalberto Costa defende melhor coordenação para mitigar a actual situação económica

armandomaquengo
Jul 18, 2023

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu, nesta segunda-feira, 17, em Luanda, a necessidade de haver uma coordenação económica em novos moldes para mitigar a situação que o país vive.

Em declarações à imprensa, depois de apresentar o posicionamento do seu partido  sobre a situação económica actual em Angola, referiu que a opção passa por um plano estrutural inclusivo, não devendo ser exclusivamente governamental, mas baseado numa forte componente de co-responsabilização.

O líder da UNITA exemplificou o envolvimento da participação dos partidos políticos, actores da sociedade civil e associações empresariais, considerando que esta situação permitiria, igualmente, uma cultura de diálogo inclusivo e incentivador dos cidadãos.

“As opiniões divergentes contribuem para a resolução da crise de insustentabilidade fiscal do Estado. Todos sabemos da conexão entre a crise fiscal, a dívida pública e a estagnação económica. Portanto, temos de reanalisar o nível e a natureza de intervenção do Estado na economia, pelo que são necessárias reformas orientadas ao mercado que procedam à estabilização e a liberação da economia”, explicou Adalberto Costa Júnior.

Sobre a despesa pública, o dirigente salientou que a UNITA entende que uma reorientação para as infra-estruturas, apoio à produção alimentar, agricultura, aquicultura, educação e saúde têm um impacto positivo no crescimento económico de longo prazo.

“Tornar a despesa pública mais eficiente permite libertar para as áreas prioritárias, evitando acréscimos na carga fiscal”, avançou, reiterando que o processo da reforma de Estado deve assentar, fundamentalmente, na procura de uma administração voltada ao cidadão.

Adalberto Costa Júnior acrescentou que a reforma visa tanto a melhoria e a celeridade dos serviços quanto uma maior transparência nos processos de decisão. “É necessário prosseguir a promoção de transparência, luta contra a corrupção e eficiência nos tribunais”, finalizou.