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MEA mostra-se receoso sobre programa de ensino apresentado pelos concorrente às eleições

armandomaquengo
Ago 11, 2022

As oitos formações políticas concorrentes às eleições de 24 deste mês, MPLA, UNITA, CASA-CE, APN, FNLA, PRS, PHA e P. NJANGO, iniciaram desde o julho último a caça ao voto dentro e fora do país.

Os seus candidatos à Presidente da República continuam a apresentar diante dos militantes, simpatizantes, amigos e a população em geral, os seus programas e manifestos eleitorais aos potenciais eleitores para o quinquênio 2022-2027.

Sobre o programa virado ao ensino e educação, o Correio da Kianda ouviu o presidente do Movimento dos Estudante de Angola (MEA), Francisco Teixeira, que mostrou-se apreensivo com os programas dos partidos políticos e coligação de partidos políticos sobre o futuro da educação e ensino nos próximos cinco anos.

Francisco Teixeira disse que até ao momento nenhum dos líderes dos partidos políticos e coligação de partidos apresentou uma visão futurista sobre ensino, onde os cidadãos sem condições tenham o direito de uma educação de qualidade e gratuita.

Na visão do defensor dos direitos dos estudantes, neste período eleitoral os partidos e coligação de partidos vendem todos os sonhos, mas “que nenhum deles fala do que será do ensino privado”.

Para o activista, nos lideres das formações políticas que estão apresentar a ideia do ensino gratuito até ao ensino médio, não estão a ser claros nas suas locuções, detalhando na forma como deverão programar este processo, e tirar a excedente que tem o ensino privado sobre o ensino público.

O líder estudantil não acredita nos discurso do políticos que prometem melhorias para educação e ensino. Segundo ele, muitos destes “em momentos mais negro em que os estudantes do ensino de base, médio e até superior, estavam em greve, muitos deste nem haviam manifestado solidários com os estudantes e nem com os professores, por isso, que nesta época é normal os concorrentes prometerem, mas sabem que não irão cumprir”.

Para Francisco Teixeira, os oitos concorrentes não se mostram comprometidos com a educação, “o que eles querem nesta altura é só mesmo atrair o eleitorado”.

O também psicólogo de profissão questiona o horizonte temporal da implementação do ensino da primeira infância, onde de acordo com MEA as crianças têm o direito de estudar a primeira infância.

Outra preocupação do MEA é a ausência, nos discursos dos candidatos à Presidente da República, é a falta de detalhe de como deverão implementar a base da educação, como os “jardins infantis e as creches para as famílias sem condições, visto que a maioria dos políticos os seus filhos estudam em escolas privadas”.