Saúde

Médico Matadi Daniel defende declaração de fim da pandemia da Covid-19 em Angola

armandomaquengo
Fev 02, 2022

O médico-nefrologista, Matadi Daniel, referindo-se da actual situação epidemiológica no país, sobre a problemática da Covid-19, questionou primeiramente as causas da não declaração do fim da pandemia em Angola, após ter colocado em evidência os registos diários de casos positivos.

Imgem: cisp angola

Por: Armando Maquengo

Para o médico angolano, se se for extrapolar para os 32 Milhões de Habitantes no País, a percentagem de pessoas positivas sintomáticas é de 0,0001625%, não sendo por isso aceitável, o confinamento com imensas restrições, (com enormes implicações económicas, aliado ao empobrecimento das populações) não é epidemiologicamente aceitável, uma Minoria (sintomática) praticamente risível, a querer ditar as regras, à uma imensa Maioria Saudável.

Aliado ao facto, de não haver praticamente doentes internados nos hospitais e, destes, só 0,04% (1 !!!!) é doente Crítico, não é epidemiologicamente sustentável, nem justificável, a maior parte das medidas de confinamento em Estado de Calamidade tais como Restrições na Restauração, Fechamento das Praias Balneares, Testes pós desembarque e Obrigatoriedade do uso das máscaras em recintos abertos.

“Devíamos equacionar o fim da pandemia no país, definindo-a como Doença Endémica, à semelhança do que outros países, com piores indicadores epidemiológicos que o nosso, vêm fazendo e, redefinir estratégias pós pandemia”, defendeu Matadi Daniel.

Para este profissional de saúde, tais estratégias teriam como prioridade absoluta os cuidados primários de saúde com enfoque para a priorização da vacinação da ; BCG ( Tuberculose) DTP ( Difteria, Tétano e Coqueluche) Hepatite B, HPV ( Human Papiloma Vírus para evitar o Cancro do Útero em pessoas jovens), a Luta anti-larvar e anti-vectorial contra o mosquito da Malária.

Isto, segundo sublinha, devia estar também consubstanciado com o fornecimento de fármacos para o seu tratamento na periferia, o fornecimento da medicação para o tratamento da Tuberculose, a subvenção da Medicação para o tratamento da Hipertensão arterial e Diabetes Mellitus.

“Como vimos, foram estas duas Doenças Crónicas não Transmissíveis, as principais Co- morbilidades, associadas às mortes por Covid-19”, observou o também Coronel-Reformado, Matadi Daniel.