Saúde

Ministério da Saúde vai abrir novo concurso público este ano

joaquimjose
Jan 19, 2023

O Ministério da Saúde (MINSA) prevê realizar, em 2023, um novo concurso público para a admissão de profissionais recém-formados nas várias especialidades, revelou Sílvia Lutucuta.

Imagem por: Joaquim José

Vamos continuar com a admissão de novos profissionais e a formação de quadros. Para este ano, está previsto um novo concurso público. Estamos, por esta altura, a concluir o concurso de 2022, com oito mil novas admissões de profissionais de todas as carreiras”, esclareceu a ministra, em declarações recentes, prestadas ao Parlamento, citado pelo Jornal de Angola.

Segundo a titular da pasta da Saúde, o novo concurso publico, enquadra-se nos desafios de preenchimento de vagas na sequência dos ganhos do sector em infra-estruturas construídas no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

A entrada de novos profissionais de todas as carreiras, é para dar suporte aos projectos concebidos pelo sector, tendo em vista os próximos cinco anos, Sílvia Lutucuta enalteceu o facto de o orçamento proposto para a Saúde ter contemplado a quantia total de 11 mil milhões de dólares, dos quais sete mil milhões estão destinados ao Programa de Combate à Malária e quatro mil milhões à FECOMA, entidade responsável pela aquisição de medicamentos e meios médicos para todo o sector.

Comparativamente ao orçamento de 2022, disse, o MINSA teve um aumento global nos tectos, destinados ao combate às grandes endemias, tendo citado, a título de exemplo, que o programa sobre a malária, no OGE do ano transacto, contou com um orçamento de 4.1 mil milhões de kwanzas.

Construção de hospitais

No que às infra-estruturas dizem respeito, Sílvia Lutucuta justificou aos deputados, que a continuidade da inscrição no OGE de 2023 do Hospital Municipal de Cambambe, na província do Cuanza-Norte, deve-se ao facto de ser uma empreitada sob responsabilidade da província e inscrito no actual orçamento pelas “necessidades de apetrechamento”.

Assegurou que a morgue de Bolongongo já está concluída, estando em falta um pagamento residual. “Ainda temos despesas com o fiscal e o empreiteiro, e, por esta razão, ainda está inscrito”, confessou a ministra, durante a última Reunião Plenária Extraordinária para aprovação, na generalidade, da proposta de OGE de 2023.

Os hospitais de Belize e de Cacongo, em Cabinda, esclareceu, são da responsabilidade da província e estão enquadrados no PIIM, tendo assegurado haver um trabalho conjunto com as autoridades locais. “Iremos também fazer a sua supervisão e continuar a dar orientação metodológica”, referiu.

Ainda em Cabinda, Sílvia Lutucuta revelou que o Hospital Alzira da Fonseca tem um “desafio com recursos humanos”, ao que o Ministério está a procurar cumprir, com “novas admissões e formação”.

Referiu, por outro lado, que a pediatria do hospital provincial foi reabilitada e ampliada, tendo garantido estar em curso trabalhos a nível local, tendo em vista os objectivos de conclusão, no actual quinquénio, do futuro Hospital Pediátrico em Cabinda. “Temos, ainda, um serviço de referência de terceiro nível na província de Cabinda, no Hospital Geral, que atende à alta complexidade pediátrica”, informou.

Instada a abordar a questão relativa ao depósito de medicamentos, a ministra da Saúde afirmou ser uma prioridade para o sector, na medida em que apelou para a necessidade de se “continuar a conservar os medicamentos” em perfeitas condições, para garantir a “segurança dos nossos utentes”.