Politica

MPLA aponta abstenção como causa dos resultados “não favoráveis” em Luanda

armandomaquengo
Ago 26, 2022

O secretário para a Informação do Bureau Político do MPLA, Rui Falcão, admitiu nesta quinta-feira que o alto índice de abstenção esteve na base dos resultados eleitorais alcançados pelo seu partido na província de Luanda, a maior praça eleitoral do país.

Segundo dados da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), o índice de abstenção nestas eleições gerais situou-se nos 54,35 por cento. Com 97, 03 por cento dos votos escrutinados, o MPLA segue à frente com 51,07 % dos votos, seguido pela UNITA, com 44,5%.

Ao reagir à divulgação dos resultados provisórios das eleições gerais do dia 24 deste mês, divulgados esta noite pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), o político agradeceu aos eleitores que votaram no seu partido.

Manifestou convicção e prometeu que “tudo faremos para construir um país melhor ” (…).

Maioria absoluta no Parlamento

Rui Falcão congratulou-se pelo facto de o MPLA ter conseguido uma maioria absoluta na Assembleia Nacional (Parlamento) o que lhe vai permitir continuar a governar o país.

Ao considerar que os resultados eleitorais são “contingências da política”, afirmou que “o  veredicto é popular, o povo entendeu que devia ser assim, vamos continuar a fazer uma análise, de forma ponderada, e concluir onde é que erramos e onde fomos felizes”.

Na opinião do político, a democracia tem disso mesmo, “num dia ganha-se e noutro perde-se, e esta é mais uma lição que todos devemos aprender”.

Reconheceu que Luanda, a maior praça política de Angola, tem sempre um significado político expressivo, mas não deixa de ser uma província que elege cinco deputados, à semelhança de outras províncias.

O porta-voz do MPLA reconhece que, por mais que seja uma vitória apertada, é sempre uma vitória eleitoral.

“Naturalmente gostaríamos de ter um resultado substancialmente melhor, mas a democracia é isso mesmo e o veredicto é popular. Por isso, temos de aceitar os resultados”, finalizou.

Círculo provincial

Ao nível de Luanda, os dados avançados pela CNE apontam que o MPLA obteve 33, 31por cento contra 62,59 % dos votos da UNITA.

Com este resultado, o MPLA elege apenas dois deputados no círculo provincial dos cinco previstos.

Dados da CNE atribuem ao MPLA 51,07 por cento, correspondentes a 3 milhões 162.801 votos, e 124 deputados, seguindo-se a UNITA com 44,05% (2.727.885 / 90 deputados) e PRS com 1,13% (70.398 / 2 deputados).

Seguem-se a FNLA com 1,05% (65.223 / 2 deputados) e, o estreante PHA com 1,01% (63.002 / 2 deputados).

A CASA-CE com 0,75% (46.750) não conseguiu qualquer deputado, tal como a APN com 0,48% (29,740) e o P-JANGO com 0,42% dos votos (26.268).

Estas são as quintas eleições que se realizaram em Angola, depois de 1992, 2008, 2012 e 2017.

Para o pleito eleitoral foram registados 14 milhões e 399 mil eleitores, dos quais 22 mil 560 residentes no estrangeiro.