Politica

MPLA ganha eleições gerais com 51,17% dos votos

armandomaquengo
Ago 29, 2022

Os resultados definitivos das quintas eleições gerais, de 24 de Agosto, confirmaram a vitória do MPLA e do seu candidato, João Lourenço, com 51,17 por cento dos votos.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, esteve a preparar-se para divulgar, esta segunda-feira, os resultados definitivos das eleições gerais de 24 de agosto, cuja comunicação final, em obediência ao artigo 135.º da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, estava reservada em acto solene pelo presidente do órgão eleitoral, Manuel Pereira da Silva “Manico”.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva, isso resulta de um total de 3 milhões 209 mil e 429 votos.

Dados da CNE, divulgados pelo Expresso, indicam que 55,18% dos eleitores angolanos se abstiveram nas eleições de 24 de agosto. Houve uma ligeira alteração em termos percentuais, mas os dois principais adversários políticos mantiveram o número de deputados divulgados na passada quinta-feira. Seguir-se-á o contencioso no Tribunal Constitucional.

No resultado final, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder há 47 anos, foi dado como vencedor das eleições gerais, com uma votação de 51,17%, correspondente a 124 deputados. A principal força da oposição, a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), fica com 43,95% dos votos, alcançando 90 deputados. Os dois principais partidos estarão separados por uma margem de 34 deputados.

Segundo os números que foram divulgados, o Partido de Renovação Social (PRS) conta com 1,14%, seguindo-se a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA, 1,06%) e o Partido Humanista de Angola (PHA, 1,02%). Cada uma destas três formações obtém dois assentos parlamentares. Sem deputados ficam a coligação Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE, 0,76%), a Aliança Patriótica Nacional (APN, 0,48%) e o Partido Nacionalista para a Justiça em Angola (P-Njango, 0,42%).

Só 14 dos 17 membros da CNE participaram no apuramento nacional, aprovado na madrugada desta segunda-feira pelo Plenário daquele órgão colegial. Entre os ausentes estiveram três comissários indicados pela Assembleia Nacional sob proposta da UNITA, nomeadamente Isaías Celestino Tchitombi, Maria Marcelina Pascoal e Francisco Viena.

Recentemente, os três integraram do grupo de cinco comissários que denunciaram “constantes violações da lei”, como a presença no centro de escrutínio de entidades estranhas àquele órgão, além de restrições ao acesso e exercício pleno das competências dos comissários nacionais, que têm sido exercidas por um grupo restrito indicado pelo presidente da CNE. Ou seja, apenas cinco comissários, dos quais quatro indicados pelo MPLA e um pela UNITA, têm procedido com o apuramento dos resultados.