Profissionais de saúde e corpo docente do Zimbábue em greve
Os profissionais de saúde e docentes do Zimbábue entraram em greve para protestar contra suas condições de pagamento na nova crise financeira que o país atravessa.
Os profissionais de saúde reuniram-se com cartazes do lado de fora dos escritórios do Conselho de Serviços de Saúde em um dos maiores hospitais do país.
“Os trabalhadores da saúde são mal pagos. Eles estão a lutar para sobreviver”, disse Tapiwanashe Kusotera, líder do sindicato do sector de saúde.
Os enfermeiros no Zimbabué ganham 18.000 dólares zimbabuenos por mês, o que equivale a cerca de 55 dólares (52 euros). Os professores ganham cerca de US$ 75 por mês.
“A nossa Direcção dos Serviços de Saúde, que é a nossa entidade patronal, e o Ministério da Saúde recusaram-se totalmente a falar com os trabalhadores”, disse o chefe da associação nacional de enfermeiros, Enock Dongo.
O governo indicou na semana passada que iria dobrar os salários de todos os funcionários públicos, mas Dongo disse que nenhuma oferta formal foi feita.
A economia do Zimbábue está em profunda crise, incluindo a retirada de doadores internacionais por causa da dívida insustentável.
A invasão da Ucrânia agravou a situação, já que a Rússia é o principal fornecedor de trigo e produtos químicos usados na agricultura do Zimbábue.