Politica

Projecto político PRA-JA Servir Angola continua luta em 2023 para a sua legalização

armandomaquengo
Nov 18, 2022

O coordenador-geral do projecto político PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku disse nesta quinta-feira, em Luanda, que em 2023 a luta estará virada para a legalização, após o chumbo do pedido, pelo Tribunal Constitucional, em 2019, avançou a Lusa.

“Ao nível da normalização institucional concordamos que durante o ano de 2023 temos que legalizar o PRA-JA [Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola], vamos encontrar vários formatos e várias vias”, afirmou Abel Chivukuvuku, no final da reunião extraordinária da comissão directiva provisória do projecto político.

A reunião contou também com a presença do presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, igualmente coordenador-geral da Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma eleitoral, da qual faz também parte o partido político Bloco Democrático e membros da sociedade civil.

Abel Chivukuvuku realçou que o mais importante é ganhar o estatuto legal para poder participar em pleno direito na FPU, plataforma eleitoral criada para as eleições gerais de agosto passado, das quais foi vencedor o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido político no poder desde a independência de Angola, em 1975.

Segundo Chivukuvuku, também no próximo ano serão restruturados os órgãos nacionais, provinciais, municipais e comunais, “com energia, criatividade e iniciativa”.

Sobre a FPU, o político, que foi candidato a vice-presidente da República na lista da UNITA nas eleições, reiterou o fortalecimento, lealdade, dinamização e preservação das identidades das partes.

“Nenhum desses elementos alguma vez foi problema, mas precisamos de fortalecer e esse papel cabe-nos, o coordenador-geral Adalberto Costa Júnior e a nós os dois adjuntos, Filomeno Vieira Lopes [líder do Bloco Democrático] e eu próprio e também o representante da sociedade civil [Francisco Viana] no âmbito da coordenação geral da FPU”, realçou.

O político sublinhou que a lealdade tem que caracterizar a FPU em todos os passos, particularmente, “transmitir ao país uma mensagem e uma imagem de unidade, de propósito de ação, confiança e serenidade, mas sobretudo esperança”.

“Somos organizações distintas, com culturas políticas próprias, identidades próprias e valores próprios e, por isso, não tenhamos ilusão, problemas poderão acontecer, temos que ter a capacidade de, com serenidade e abertura, abordar o que quer que seja e encontrarmos entre nós as resoluções de tudo o que puder surgir no nosso percurso, é isso que significa lealdade”, destacou.