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Putin avisa que guerra pode ficar mais “séria” e recusa “ajustes”

armandomaquengo
Set 17, 2022

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, avisou que a situação pode piorar na Ucrânia e que não tem pressa em terminar a sua denominada “operação militar especial”, rejeitando ainda ajustes na mesma face aos avanços das tropas ucranianas, que pareceu recusar.

“As autoridades de Kyiv anunciaram que lançaram e estão a conduzir uma operação contraofensiva ativa. Bem, vamos ver como ela se desenvolve, como termina”, disse Putin, numa conferência de imprensa relizada na sexta-feira, no Uzbequistão, fazendo esta declaração com um sorriso no rosto, tal como destaca a Reuters.

Sublinhe-se que esta foi a primeira vez que Putin falou publicamente sobre os recentes avanços da Ucrânia e a derrota das suas tropas, sobretudo na região de Kharkiv.

O chefe de Estado russo abordou depois os ataques que se sucederam a estes avanços, nomeadamente contra estruturas hidráulicas e de eletricidade, e deixou um aviso.

“Recentemente, as forças armadas russas infligiram alguns golpes sensíveis. Vamos supor que sejam um aviso. Se a situação continuar a desenvolver-se assim, a resposta será mais séria”, avisou.

Questionado sobre se a chamada “operação militar especial” não precisava de ser corrigida, Putin recusou.

“O plano não está sujeito a ajustes”, afirmou.

“O Estado-Maior considera uma coisa importante, outra secundária – mas a tarefa principal permanece inalterada e está a ser implementada”, defendeu. “O objetivo principal é a libertação de todo o território do Donbass”, acrescentou.

“Este trabalho continua, apesar das tentativas de contra-ataques das forças ucranianas. As nossas operações defensivas no Donbass não param (…). Estão a um ritmo lento, mas continuam. Gradualmente, o exército russo está a ocupar novos territórios”, rematou.

Recorde-se que, pouco antes, Putin tinha afirmado que a Rússia faria de “tudo” para acabar com a guerra o mais “rapidamente possível”. Esta posição foi transmitida ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, depois de este o confrontar diretamente, dizendo que não estamos numa “era de guerra”.

Angop