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Rebeldes do grupo Codeco matam 70 pessoas na RDC

manuelsumbo
Mai 12, 2022

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pediu, nesta quarta feira, ao Governo da República Democrática do Congo (RDC) para investigar os ataques na província de Ituri, que fizeram 70 mortos domingo.

De acordo com agência Reuters, Guterres apelou, através de um comunicado, às autoridades congolesas “para investigar e levar os responsáveis à Justiça”.

Os ataques aconteceram dois dias após a comemoração do primeiro ano da implementação do Estado de sítio em Ituri.
O Secretário-Geral da ONU pede ainda às autoridades congolesas para garantirem “acesso imediato, livre e desimpedido” da missão da ONU (Monosco) às áreas onde ocorreram os ataques “para facilitar os esforços de protecção dos civis”.

O comunicado da ONU faz referência ao ataque perpetrado no domingo pelo grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco) numa mina próxima da cidade de Mambilidei, na província de Ituri.

A nota da ONU diz ainda que, em consequência do ataque muitos civis estão desaparecidos.  “Os atacantes incendiaram a aldeia de Malika, onde também terão violado seis mulheres”, realça o documento.

A agência de notícias EFE informou, ontem, que 15 pessoas foram mortas na noite de segunda-feira num novo ataque imputado à Codeco, num campo de deslocados no Nordeste da RDC.

A Codeco é um grupo rebelde pouco conhecido, que nasceu em 2018 com o objectivo de combater os abusos do Exército congolês. São-lhe imputados numerosos massacres de civis e têm multiplicado os ataques desde o ano passado na província de Ituri. Segundo o Gabinete do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Codeco matou mais de 400 pessoas em 2021 e tornou-se a segunda milícia mais mortífera da região.

Desde 1998, o Leste da RDC é palco de conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques de soldados do Exército, não obstante a presença da Monusco que tem no país mais de 14 mil soldados .