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SIC apresenta supostos autores da vandalização em Sanza Pombo

armandomaquengo
Mar 22, 2022

Trinta supostos militantes da UNITA, acusados de actos de vandalização de bens públicos e privados no município de Sanza Pombo, na província do Uíge, foram apresentados, nesta segunda-feira, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Entre os detidos, 27 são jovens do género masculino e três do género femimino, que serão encaminhados ao Ministério Público (MP), para o seguimento do processo e a possível responsabilização criminal.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC no Uíge, Zacarias Fernando, explicou que supostos militantes da UNITA vandalizaram, no sábado, no município de Sanza Pombo, o centro de produção da RNA, o Comité Municipal do MPLA e outros bens públicos e privados, na sequência de um desentendimento com membros afectos ao partido no poder.

A briga resultou em sete feridos, três foram internados no Hospital Municipal de Sanza Pombo, dois dos quais transferidos, mais tarde, para o Hospital Provincial do Uíge. O estado de saúde dos mesmos é estável.

MPLA pretende responsabilizar UNITA pela vandalização do Comité Municipal

O Comité Provincial do MPLA na província do Uíge garantiu, esta segunda-feira, responsabilizar criminalmente o partido UNITA, pelo acto de vandalização da sede municipal do partido no poder, localizada no município de Sanza Pombo, província do Uíge.

A intenção foi manifestada pelo secretário para a informação do Comité Provincial do MPLA no Uíge, Virgílio Cordeiro João, tendo aproveitado o momento para condenar o acto de vandalização da sede do partido, entre outros bens públicos e privados.

“Os actos de arruaça praticados pelos militantes da UNITA têm sido recorrente”, tendo justificado que, neste mês, foram registados três actos do género, nos municípios de Negage e do Uíge.

O responsável apelou aos líderes dos partidos políticos para a promoção da paz, democracia e a unidade nacional.

Em resposta às acusações, o primeiro secretário provincial da UNITA no Uíge, Félix Simão Lucas, apesar de reconhecer que os detidos são militantes do partido do “galo negro”, disse que os actos de arruaça foram protagonizados pelos militantes do MPLA.

Félix Simão Lucas é de opinião que se evite a realização de actos políticos em simultâneo e no mesmo espaço, uma medida que poderá evitar conflitos entre militantes de diferentes partidos.

Em função do mau clima entre militantes dos dois partidos, o também deputado destacou a importância da preservação da paz e o respeito à democracia.

Fonte: Angola24Horas