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Tribunal do Lubango inicia julgamento do caso Miss/Huíla

armandomaquengo
Out 13, 2022

Dez meses depois da detenção dos suspeitos de um caso de roubo de uma viatura e tentativa de homicídio, o Tribunal de Comarca do Lubango, província da Huíla, iniciou, terça-feira, o julgamento do caso que envolve a Miss/Huíla 2018, Beatriz Alves e mais três arguidos.

Pesa sobre eles os crimes de roubo, homicídio qualificado na forma tentada, posse ilegal de arma de fogo e sequestro, na comuna da Arimba, a 15 quilómetros da sede capital, Lubango.

Em Janeiro último, a Miss/Huíla 2018 chegou a ser detida por suspeita de envolvimento no caso, mas acabou ilibada pelo Ministério Público (MP) na fase de instrução preparatória, por alegada falta de prova material, num crime ocorrido em Dezembro de 2021, que teve como vítima o suposto namorado.

Na primeira sessão de julgamento do processo registado sob o N° 0768/2022-C foram ouvidos os três réus, sendo o principal António Francisco Fernandes, mais conhecido por Tony, oriundo de Luanda.

Depois das questões prévias, o juiz-presidente da causa, Marcelino Tyamba, começou por interrogar os réus para apurar o grau de envolvimento dos acusados, nessa fase de produção de provas, em sede de julgamento.

Apesar do seu suposto envolvimento no crime, Beatriz Cardoso Alves aparece neste processo na condição de declarante, contestado pelos réus, que revelaram na sessão terem sido coagidos a pronunciar-se a favor da miss, na fase de instrução, afirmando que a declarante fez parte da elaboração da estratégia criminosa.

Na fase de instrução preparatória do processo, segundo António Fernandes, um dos envolvidos de 26 anos, ao responder ao juiz, disse terem sido coagidos por um oficial dos serviços prisionais e os advogados de defesa da antiga Miss/Huíla a ilibá-la, sob a promessa de terem a garantia de um “bom” advogado e compensações financeiras.

O julgamento não tem data para terminar, no entanto durante a apresentação das questões prévias, o advogado de defesa de António Francisco Fernandes solicitou ao tribunal a requisição de uma conversa mantida por telefone entre Beatriz e uma terceira pessoa.

Angop