Politica

UNITA quer inspecção judicial para confirmar autenticidade das actas

manuelsumbo
Set 06, 2022

O presidente da UNITA pediu nesta segunda-feira, em Luanda, uma inspecção judicial a todas as actas eleitorais em posse da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e dos partidos políticos angolanos, no sentido de confirmar a sua autenticidade.

Adalberto da Costa Júnior apontou discrepâncias de mais de 500 mil votos, dos quais 347 mil subtraídos à UNITA, o que, disse, altera os resultados anunciados pela CNE a favor do partido dos “maninhos”.

As discrepâncias evidenciadas indiciam a existência de manipulação dolosa dos resultados, o que só se pode esclarecer mediante comparação com as atas em posse dos concorrentes e da CNE”, salientou Adalberto da Costa Júnior.

O líder da UNITA solicitou igualmente a anulação da votação das mesas de voto “onde se tenham observado irregularidades substantivas, que adulteram o resultado geral” e a constituição de uma comissão multidisciplinar composta pela CNE, membros dos partidos políticos concorrentes e membros da sociedade civil, na presença de observadores nacionais e internacionais.

Adalberto da Costa Júnior apresentou também os números da contagem paralela do partido, que dão vitória à UNITA contrariando os resultados oficiais anunciados pela CNE, e afirmou que “ao depositar na CNE e no Tribunal Constitucional as reclamações e recursos tendentes a repor a verdade eleitoral”, está a conceder “uma oportunidade decisiva” para resolver o contencioso eleitoral.

“O povo angolano, único titular do poder constituinte, já expressou a sua vontade. Nenhum poder constituído – CNE ou TC – pode administrativamente anular a decisão soberana do povo”, sublinhou o líder do partido do “Galo Negro”, reafirmando que o MPLA e o seu candidato não venceram as eleições e que a UNITA e seus parceiros, “jamais defraudarão as expectativas dos cidadãos visando a mudança de regime”.

Vale lembrar que na semana passada, o presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, divulgou a ata de apuramento final das eleições gerais de 24 de agosto, que proclamou o MPLA e o seu candidato, João Lourenço, como vencedores com 51,17% dos votos, seguido da UNITA com 43,95%.